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20 de fev. de 2014

PERTURBAÇÃO DA REALIDADE.

                                                                   

      Não é triste saber como a realidade é pouco? faz da vida tão pouco, o mundo tão nada, os dias tão vazios. Por que as coisas não são como em nossas mentes? sem datas, sem avisos, sem permissão, por que as coisas apenas não são? Sem ter que significar alguma coisa, ou serem rotuladas por um nome, por uma ação? Odeio simplificações de função, tudo precisa ser chamado de algo, se não tem nome não existe.
     Não é triste saber que viver na sua mente é mais prazeroso do que fora dela? Ah como eu gostaria que a vida fosse tão cheia de sentido, tão cheia de acontecimentos memoráveis! Que os diálogos que passam pelas nossas mentes acontecessem de verdade, em algum lugar desconhecido..., eu só queria que tudo fosse natural, sem premeditação sem expectativas, pois não se pode ter expectativas sobre coisas que você não sabia que viriam. Ah como seria belo se a simples presença bastasse, se o olhar dominasse, se a mente nos completasse se a melancolia não nos abandonasse, se a banalização não existisse se a mediocridade não fosse normal, se a desistência não fosse mais fácil, se as pessoas ao nosso redor nos trouxessem paz e não caos, se as dúvidas não nos consumisse!
     Tudo o que eu sempre quis é alguém que olhasse de verdade para mim, como eu sempre faço, tudo de longe, pode ser que a poética do platônico não seja a ideia mais atraente para as pessoas, mas a beleza dessa ideia me consome, de uma forma que eu nem ache mais possível outra forma de relacionamento, acho que eu nasci pro não acontecer, pro não cumprir. Não tenho vontade de tentar, eu só quero planejar infinitamente até não conseguir mais ocupar minha mente, e começar a planejar com outra idealização. Não sinto que os relacionamentos de fato existam para mim, eu existo apenas dentro de mim, e tudo o que é externo é que não existe, tudo o que eu toco não é real, tudo o que se aproxima de mim se desfaz, como um castelo de areia. Eu sou apenas o vento, que passa sem ninguém enxergar de verdade, fica apenas o rastro de mim pelos cantos, e você pode perceber pelos detalhes, mas ninguém percebe, nunca!.



Meu nome é Lola.



19 de jan. de 2014

ANALOGIAS: A VIDA É COMO UM LIVRO.


    A verdade é que estamos em um livro incessante, com cada conjunto de semanas formando um novo capítulo, na maioria deles não acontece nada, mas como em um livro ruim ao qual você é obrigado a terminar a leitura, por algum motivo; surge um capítulo que valha a pena ser lido (ou um dia a ser vivido), quando ele se enche de personagens notáveis e marcantes, mesmo por um breve período de tempo, quando a sua história se cruza com a de outras pessoas, é como em um livro que se mistura com outros em uma prateleira, as vezes não se é protagonista nem ao menos de sua própria história; quanto a isso, vale o conselho de uma música que me tira da realidade de meu próprio livro : Todo esse ódio!, pegue essa vida e a faça ser sua! Esta é a sua história!, infelizmente você não tem o poder de escolher em qual livro gostaria de estar, infelizmente meu livro não é de romance, ao qual eu deveria encontrar um amor arrebatador que me faça esquecer de tudo, e me importar somente com esse sentimento imaginavelmente palpável de preenchimento e sentido, como se finalmente algo se encaixasse e fizesse sentido. Nem de terror, nem ao menos de drama, meu livro se consiste na solidão de uma vida imaginada e idealizada que existe em um vago espaço de minha mente, meu livro é uma poesia incompleta e interminável, que provavelmente acabará sem um final. Esse livro ao qual estamos presos depende de nós á ser escrito, ele pode ser tão lindo e leve como nas comédias contadas e representadas de shakespeare, ou tristes profundas e realistas como em livros de Victor Hugo, ou mesmo, pode apenas existir, sem nenhum firmamento de realidade concreta, como em poemas de Álvarez de Azevedo: Amar, nada mais é que sonhar! Se fosse descrever minha vida, esse provavelmente seria meu livro.

Mariana Carolina.

4 de jan. de 2014

DEVANEIOS, EPIFANIAS, RECOMEÇOS.


   O que realmente aprendi nesses últimos dias, é que quando você menos espera, algo bom pode acontecer, sem querer inserir a frase clichê: "as coisas boas acontecem quando menos esperamos por elas" podemos nos enganar, dizendo que esperamos as coisas ruins para que se o algo bom viesse a acontecer, seria uma surpresa; assim preservaríamos nosso emocional, para não nos decepcionarmos, ou nos frustrarmos, por não conseguirmos algo que na verdade, não foi culpa do mundo, ou do dia ruim, mas sim de você mesmo, por não conseguirmos corresponder nossas próprias expectativas. 
    A vida é um jogo de tabuleiro infinito, somos apenas peças de um jogo que está no automático, sem jogadores comandando as jogadas, somos as peças inteligentes e auto-suficientes, portanto, reclamar, esbravejar sobre as coisas que não deram certo não vão te ajudar, colocar o motivo dos seus fracassos em uma outra pessoa não vai te ajudar, achar que as coisas vão se encaminhar sozinhas sem que você precise fazer nada, não vai te ajudar, usar as distrações banais para aliviar suas dores não vai te ajudar, e desistir do jogo, definitivamente não vai resolver nada!. Sabe o que realmente vai te ajudar? parar de maldizer a tudo e a todos, e dar um pouco de valor as coisas e a pessoa que você é, aceitar que você erra, e o fato de você parecer uma pessoa esquecida, desligada, devastada é sim sua! As coisas não se movem sozinhas, você precisa entrar no jogo, pegar a sua própria vida nas mãos e tentar todos os dias fazer ela valer a pena, fazer o esforço sincero pelo que você quer ser, e não perder o foco, e não se deixar acomodar pelas festas, bebidas, drogas e entretenimentos baratos, as coisas mudam a partir das suas atitudes, é preciso ter um pouco de fé em sí mesmo, é preciso enxergar que a vida é linda e pode ser cheia de surpresas, e existem coisas maravilhosas por vir, só é preciso paciência, persistência, e vontade!. Vontade de mudar algo que não te agrada, vontade de ser uma pessoa melhor, vontade de fazer a diferença na vida das pessoas, vontade de deixar algo de bom para sua família, vontade de aprender. O jogo de tabuleiro é um mundo de evolução, é necessário aprender a viver, para que a vida não seja apenas um peso morto, uma peça desnecessária para ser usada em sacrifício.
    O mundo pode ser incerto, cheio de contradições e hipocrisias cruéis, com injustiças lamentáveis, com pessoas monstruosas, o mundo pode ser horrível, frio, nojento, e completamente sem sentido! Todos sabem disso, mas como já dizia uma frase: "O sentido da vida, é que a vida não tem nenhum sentido", é preciso dar um sentido a sua própria vida, não vai ser mais fácil, não vai ser indolor, vai ser difícil, vai machucar, vai te perturbar, vai te sufocar!, mas "não chore por desistir, chore por continuar", a certeza, é que, se conseguirmos gostar de quem somos, e trazer qualquer diferença a nossa volta, valerá a pena, "gente boa precisa de uma oportunidade", dê uma a sí mesmo!


Mariana Carolina.