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20 de fev de 2014

PERTURBAÇÃO DA REALIDADE.

                                                                    Foto:  http://blog.annettepehrsson.se/

   Não é triste saber como a realidade é pouco? faz da vida tão pouco, o mundo tão nada, os dias tão vazios. Por que as coisas não são como em nossas mentes? sem datas, sem avisos, sem permissão, por que as coisas apenas não são? Sem ter que significar alguma coisa, ou serem rotuladas por um nome, por uma ação? Odeio simplificações de função; tudo precisa ser chamado de algo, se não tem nome, não existe.
     Não é triste saber que viver na sua mente é mais prazeroso do que fora dela? Ah como eu gostaria, que a vida fosse tão cheia de sentido, tão cheia de acontecimentos memoráveis! Que os diálogos que passam pelas nossas mentes acontecessem de verdade, em algum lugar desconhecido..., eu só queria que tudo fosse natural, sem premeditação, sem expectativas, pois não se pode ter expectativas sobre coisas que você não sabia que viriam. Ah como seria belo se a simples presença bastasse, se o olhar dominasse, se a mente nos completasse, se a melancolia não nos abandonasse, se a banalização não existisse, se a mediocridade não fosse normal, se a desistência não fosse mais fácil, se as pessoas ao nosso redor nos trouxessem paz, e não caos, se as dúvidas não nos consumisse!
     Tudo o que eu sempre quis, é que alguém olhasse de verdade para mim!, como eu sempre faço, tudo de longe, pode ser que a poética do platônico não seja a ideia mais atraente para as pessoas, mas a beleza dessa ideia me consome, de uma forma que eu nem acho mais possível outra forma de relacionamento, acho que eu nasci pro não acontecer, pro não cumprir, não tenho vontade de tentar, eu só quero planejar infinitamente, até não conseguir mais ocupar minha mente, e começar a planejar com outra idealização, não sinto que os relacionamentos de fato existam para mim, eu existo apenas dentro de mim, e tudo o que é externo, é que não existe, tudo o que eu toco não é real, tudo o que se aproxima de mim se desfaz, como um castelo de areia. Eu sou apenas o vento, que passa sem ninguém enxergar de verdade, fica apenas o rastro de mim pelos cantos, e você pode perceber pelos detalhes, mas ninguém percebe, nunca!.